A comunicação é simultaneamente uma necessidade e um direito básico de todos os seres humanos (ASHA,2014)
Todas as pessoas, independentemente da gravidade da sua condição, têm o direito básico de modificar, através da comunicação, as condições da sua existência.
Em contexto educativo, quando existem alunos que apresentam vulnerabilidades comunicativas que afetam, significativamente, os seus recursos naturais de compreensão e expressão, a sua capacidade de usar a fala, e/ou outros modos de comunicação é o terapeuta da fala que tem um papel central na implementação de comunicação aumentativa e alternativa (CAA).
As intervenções com recurso à CAA são complexas e contemplam um conjunto de elementos que interagem entre si, contribuindo para um efeito interativo e integrador.
A CAA inclui quatro componentes primárias: símbolos, produtos de apoio, técnicas e estratégias descritas abaixo:
Os símbolos apresentam com diferentes níveis de iconicidade, a realidade, e permitem referi-la, na sua ausência.
Os produtos de apoio referem-se a um conjunto de recursos e equipamentos que podem ser de complexidade tecnológica variável e que permitem o processamento de mensagens, na sua dimensão recetiva e expressiva.
As técnicas referem-se ao modo como os indivíduos acedem aos equipamentos e selecionam as suas mensagens, podendo essa seleção ser de modo direto, indireto ou por codificação.
As estratégias contemplam os modos que suportam a interação e a produção de mensagens, no que refere à sua construção, conteúdo expresso, dimensão social que cumprem e a velocidade com que são produzidas.
É importante diminuir a resistência à implementação de CAA, devendo capacitar-se toda a equipa sobre os benefícios do uso da CAA, ser implementada de forma progressiva, dando autonomia e potenciando a interação social aos nossos alunos.
Fonte: Compendium de terapia da fala, 2023, SPTF
Terapeuta da fala
Elisabete Pisco