A OMS declarou que a saúde mental das crianças e jovens é uma área-chave para a qual os profissionais e decisores políticos devem dirigir a sua atenção e preocupações.
A saúde mental de crianças e jovens é uma prioridade tanto a nível europeu como nacional. Diversas iniciativas, como o Pacto Europeu para a Saúde Mental e programas nacionais, defendem a prevenção e promoção do bem-estar psicológico, especialmente no contexto escolar.
Apesar dessas iniciativas, tem-se verificado um aumento das perturbações mentais nas últimas décadas. Cerca de 20% das crianças e adolescentes apresentam problemas emocionais ou comportamentais, sendo que muitos destes casos persistem ao longo do tempo e podem prolongar-se até à idade adulta. Além disso, metade das doenças mentais começa antes dos 14 anos.
Os dados mostram também uma diminuição preocupante do bem-estar dos adolescentes, incluindo baixos níveis de satisfação com a escola e sintomas de mal-estar psicológico. Estes problemas têm impacto negativo no desempenho escolar, podendo levar a absentismo, más notas ou abandono escolar.
A saúde mental na infância está associada a riscos futuros, como delinquência, abuso de substâncias e até suicídio, sendo esta uma das principais causas de morte entre jovens. Para além disso, existe um elevado custo económico associado a estas perturbações.
Perante esta realidade, as escolas assumem um papel fundamental. Devem adotar uma abordagem integrada que promova não só o sucesso académico, mas também o desenvolvimento emocional e social. A promoção da saúde mental nas escolas contribui para aumentar a resiliência, melhorar o comportamento, reduzir problemas como bullying e promover o bem-estar geral.
Investir na saúde mental desde cedo, especialmente no contexto escolar, é essencial para o desenvolvimento saudável dos jovens e para uma sociedade mais equilibrada.
Fonte: Página oficial da Ordem dos Psicólogos Portugueses
Psicóloga Carmem Silva